2015 GlobalYeast published by Época Negócios August edition

Levedura criada por startup eleva em até 5% produção de etanol – Época NEGÓCIOS | Ideias

As leveduras são operárias microscópicas. Esses microrganismos unicelulares se reproduzem a uma velocidade estonteante e fermentam o açúcar, transformando-o em álcool. Daí, sua importância na indústria de etanol. Pois a GlobalYeast, uma startup criada pelo brasileiro Marcelo Amaral, ex-gerente de inovação da Raízen, e pelo cientista belga Johan Thevelein, produziu uma levedura geneticamente modificada, capaz de elevar entre 3% e 5% a produção de álcool nas usinas. Se der certo, representa um ganho milionário. Em uma empresa que fabrique 2 mil metros cúbicos de etanol por dia, com o produto vendido a R$ 1,35 o litro, o benefício (em 3%) atingiria R$ 16 milhões. Um baita número para o combalido setor de açúcar e álcool.

A GlobalYeast recebeu aporte de cerca de R$ 20 milhões de quatro fundos. A maior parte veio do brasileiro Performa Investimentos e do VIB, um instituto de biotecnologia da região de Flanders, na Bélgica. Os outros são o GFF (Universidade Católica de Lovaina, KBC Group e o BNP Paribas) e o SOFI, de Flanders. A empresa tem três clientes, mas dez usinas testam as suas leveduras. A startup adquire os microrganismos na indústria e analisa seus genes. Preserva o que há de bom e modifica o que for necessário para que alcancem um bom desempenho. “Fazemos isso de acordo com a demanda”, diz Amaral. “O que pode também incluir a produção do álcool a partir da celulose, o etanol de segunda geração.”

Leveduras na placa de petri

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